Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

A Grécia e nós

O tema é incontornável. A Grécia está com uma dívida pública da ordem dos 160% do PIB, mais de €350 mil milhões, com tendência a subir. A Grécia enfrenta uma recessão económica gravíssima, com o PIB a cair 4,5% do PIB em 2010 e talvez outro tanto em 2011. E a Grécia pertence ao Grupo dos 27 da União Europeia, com entrada no Grupo mais restrito dos 17 da Zona euro. Uma tragédia. Como pensa a Europa do euro resolver o problema da Grécia?

A primeira hipótese é prosseguir com o modelo tradicional. Os parceiros fingem que estão muito preocupados e vão concedendo uns empréstimos para financiar outros empréstimos, na expectativa de que surja uma bênção do Céu. Sucede que, às dívidas assim diferidas, juntam-se os défices anuais. E aqui entram as agências de ‘rating': como não acreditam em milagres, vingam-se em taxas de extorsão. E pronto. Daqui ao ‘default' é um saltinho.

A segunda hipótese é evitar os paninhos quentes e ir directos ao assunto: se a Grécia tem dívidas que não consegue pagar, então que assuma a insolvência. Já outros o fizeram antes dela e o mundo não acabou. Mas há o diabo dos mercados. Ao que parece, o contágio seria imediato: Portugal, Irlanda, Espanha, Itália... E o fantasma do Lehman Brothers aparece no horizonte. É o modelo argentino? É o fim do euro? É uma recessão à escala mundial?

Existe ainda uma terceira via, suportada por dois pilares. Primeiro: a dívida sofre um ‘haircut' significativo; os prazos são generosamente aumentados; e as taxas de juro terão como limite a taxa de crescimento do PIB. Segundo: a dívida só irá para o mercado quando titulada por ‘eurobonds'. Claro que compreendo o desencanto dos investidores. Mas a alternativa é pior: a Grécia não paga nada, assume a falência e leva meio mundo atrás.

É aqui que entra o caso português. É óbvio que o acordo com a ‘troika' tem de ser respeitado e ninguém está seguro de que venha a sê-lo. Também é óbvio que a aplicação das medidas vai ser muito dolorosa, podendo levar à fúria descontrolada de muita gente. Mas o que dói mesmo é que podemos cumprir tudo, respeitar tudo, ir mesmo além de tudo o que nos foi exigido - e esse tudo não chegar. O colapso da Grécia pode ser o colapso português.

 

PS - No último artigo, por lapso, chamei "Balanço" ao documento que compara Custos com Proveitos. O nome correcto é "Demonstração de Resultados". As minhas desculpas.

 

 

OS INTERVENCIONADOS

 

Afundam os défices...  ...disparam as dívidas
Saldo orçamental, % PIB  Dívida pública, % PIB
*Previsões.
De acordo com projecções recentes, o défice e a dívida portugueses são inferiores aos equivalentes da Grécia e da Irlanda. Mas, ainda assim, a nossa dívida é da ordem dos 100% do PIB, o que sigifica "elevada vulnerabilidade ao risco de ‘default'" - o tal lixo. Mas o ‘timing' é estranho. Se a Moody's não o fez antes, porquê agora que temos um Governo novo, estável e predisposto a fazer tudo o que a ‘troika' nos exigir?

Fonte: ‘Troika', Eurostat.

 

Daniel Amaral, Economista

 

 

Comentários:

 

 

César Palmieri Martins Barbosa , Rio de Janeiro | 17/07/11 02:55
Prezado Jorge - Matosinhos , | 16/07/11 23:23 - Portugal visto do Brasil continua o mesmo dos anos 90 que tão bem descreveste. Trabalho e credibilidade são a marca do carater português. A atual crise mundial, que não é apenas do euro, e muito menos de Portugal, e da qual nenhum de nós pode escapar por seu livre arbítrio, não deve abalar o orgulho e a auto-estima o povo português, como está a acontecer. Força, coragem e calma, que a superação do momento difícil não tardará tanto como agora nos parece. Felicidades.

Rantanplan , Évora | 17/07/11 00:21
Factos: Sócrates endividou o país num valor igual aos anteriores 30 anos de democracia. Se a culpa não é dele é de quem? Do Pai-Natal ? É uma pena não haver leis que obrigassem só os socialistas a pagar a crise.

Jorge - Matosinhos , | 16/07/11 23:23
Portugal visto do exterior, ninguém quer ser comparado a Portugal. Obama se desmarcou da situação portuguesa, outros já o fizeram.
Na década de 90 era um orgulho viajar e ouvir o que os estrangeiros falavam de Portugal. Bom aluno europeu, numa palavra: credibilidade. Não há dinheiro que compre o que Portugal tinha nos anos 90.Para além de seu desemvolvimento tinha credibilidade.
Em 2011 tem falta de credibilidade. Está cheio de divida ainda por cima. Quem viaja pelo estrangeiro, pode ouvir frases: não estou para trabalhar para ti, vocês não trabalham, são malandros...
Depois de o país bater no fundo acredito que pode dar a volta por cima.
César Palmieri Martins Barbosa , Rio de Janeiro | 16/07/11 20:46
Prezado Lhekas , AOA | 16/07/11 09:03 - Permita-me discordar que estejamos a discordar. Eu concordo com o seu pensamento. Creio que o ponto a ser esclarecido é o significado de "Os Estados Unidos e nós ...": Do meu ponto de vista, do Brasil, sendo brasileiro, com 50 anos de idade, alheio à vida política portuguesa e acompanhando o noticiário para aplicar os conhecimentos na realidade brasileira, esse "nós" inclui todos nós, e não apenas os portugueses, e esse aspecto , de fato, não ficou claro no meu comentário, e foi a premissa do seu, com toda a razão. Logo, não houve discordância, mas apenas o mesmo objeto retratado por meio de enfoques diferentes, que podem, e devem, ser reduzidos a uma mesma perspectiva. Da mais alta estima.
Para a Rita Paes , Que tal o Barroso? | 16/07/11 13:45
O seu filme e coerente mas preferia o Dr Barroso, esse visionario que agora se diz Pro Europeu pra chular dinheiro a alemanha mas que nao sebimportou de fazer uma reuniao nas Lages com o bush mesmo sabendo que os Franceses e Alemaes estavam contra!
Tem razao se vendesse as Lajes ao menos o Barroso nao fazia por la as vergonhas que fez e os neoliberais nao o tinham posto onde esta para destruir e corromper a UE (Alias as suas unicas qualidades sao corrupccao e oportunismo e tenho vergonha de parrilhar a minha nacionalidade com esse bo.rrabota)
 
Lhekas , AOA | 16/07/11 09:03
Quando os artigos são elucidativos, os acréscimos são sempre piores do que o soneto. César, em minha opinião não haverá “O ESTADOS UNIDOS E NÓS” pela simples razão de que os americanos nunca tiveram sentimentos de serem perseguidos ou de ameaçados por alguém, basta ver a surpresa e estupefacção que mostraram ao mundo no início, e mesmo depois, dos acontecimentos de “ 11 de Setembro”. Republicanos e democratas já nos habituaram a este tipo de discussões até ao limite marginal do espaço e do tempo de crises. Na última hora haverá sempre uma decisão em defesa da América porque eles, quando algo está mal no seu próprio país as causa não vêem de terceiros, reconhecem sempre que são eles próprios que estão a trabalhar mal.
RESUMINDO... , | 16/07/11 03:43
A União Europeia, a Zona Euro e o Euro é tudo uma fraude ! Só os cegos é que não Vêem.
César Palmieri Martins Barbosa , Rio de Janeiro | 16/07/11 01:13
OS ESTADOS UNIDOS E NÓS ... - O quê significa essa insegurança jurídica, econômica e política envolvendo a falta de autorização legislativa para aumentar o limite de endividamento dos Estados Unidos? A quem interessa esse caos? É proposital? É incompetência? O que se passa


Manuel Fernandes , Setubal | 15/07/11 21:23
Cara Rita Paes, quando Sócrates chegou ao poder em 2005 já a nossa divida pública era uma das mais altas da Europa. Acontece que para além da divida Portugal não crescia e também não tinha traçado nenhum caminho para o desenvolvimento. Ou seja, estava tudo por fazer e ainda por cima com o chamado "aparelho produtivo" agricultura e pescas destruidas. Não estava desenvolvido tecnologicamente porque nos Governos anteriores se apostou no betão e em autoestradas. Com Sócrates desenvolveu-se a balança comercial tecnológica( pela primeira vez passou a positiva), controlou-se o defice em 2007, e qualificou-se o país. Veio a crise internacional e a Europa deu ordem de alavancagem económica através do investimento público a consequencia foi disparar os défices e as dividas soberanas em todos os estados membros. Por isso Portugal não está sozinho e por isso culpar Sócrates é dar tiros nos pés e não fazer o diagnóstico correcto.


César Palmieri Martins Barbosa , Rio de Janeiro | 15/07/11 15:58
Prezado Realista , Porto | 15/07/11 09:37- O aceno da emissão dos chamados eurobonus, ou seja, títulos do Banco Central Europeu para financiar a crise européia, mostra-se um paliativo ao problema estrutural da falta de uma verdadeira federação européia, com um Tesouro Europeu feorte que lastreie a sua posítica monetária e garanta a política fiscal dos estados membros de um Estado Federativo Europeu, com o fim dos atuais estados soberanos que compõem a qtual União Européia. Sem resolver esse dilema esquizofrênico, que gera uma verdadeira crise de identidade e um absurdo evidente que, por si só, já basta para causar o colapso da zona do euro ou qualquer moeda compartilhada sem um governo central. Antes da Itália e da Espanha entrarem em crise ainda se podia cogitar em superar a crise com base na gerência das expectativas dos mercados financeiros, mas agora a realidade ultrapassou os limites que mesmo todos os tesouros dos países da zona do euro podem suportar, e o efeito dominó não deve poupar nenhum rsgastista, pois essa crise, se atingir o euro, será mundial

 

E agora pá? , | 15/07/11 14:12
Para tentar resolver um problema tem que se conhecer as suas causas.
1º) A integração económica portuguesa destruiu, por várias formas, a economia produtiva do país, trocando-a por betão, alcatrão e dívidas;
2º) Os portugueses desempregados das actividades produtivas e os que iam chegando de novo ao mercado de trabalho ou emigravam ou, na falta de actividades produtivassuficientes, iam, progressivamente, albergando-se, de forma directa ou indirecta. no orçamento de Estado. mais funcionalismo público e para-público, subsídios indiscriminados, reformas antecipadas, obras públicas e compras públicas de bens e serviços supérfluos mas que iam animando a economia, etc. Tudo financiado com mais impostos e com crescente recurso ao crédito externo. Foi por desempenhar esse papel de almofada social da desactivação da economia produtiva que o Estado engordou (deixem por favor de acusar o sr A ou o sr. B),
3º) A Banca, aproveitando o crédito barato pós-euro, desatou a financiar o imobiliário ( que albergou temporáriamente muitos activos portugueses e imigrantes) e as importações daquilo que deixámos de produzir e daquilo que passámos a importar para consumir;
4º) Epílogo inevitável: ficámos endividados, sem crédito e sem economia.
E agora pá?

Realista , Porto | 15/07/11 11:31
Para <Rita Paes>,
Minha Senhora, vamos lá a ver. As senhoras por vezes baseiam-se mais em feelings do que em factos. Mas os factos são factos, não se podem sacudir.
A dívida pública portuguesa é de 93% (é o que consta no Eurostat, mas o MF ontem indicou 91%) do PIB.
A da Grecia é de 142%. Culpa do Socrates? A da Irlanda é de 96%. Culpa do Sócrates?. A da Italia é de 119%. Culpa do Sócrates? A da Belgica é de 97%. Culpa do Sócrates? A dos EUA é de 98%. Culpa do Sócrates? A da propriac Alemanha é de 83%. Tambem culpa do Sócrates? DESÇA À TERRA, POR FAVOR.
P.S. No meu primeiro comentario escrevi "bail-out" da Grecia quando queria dizer "Default". I'm sorry!

fran , | 15/07/11 10:08
A vender que se venda a Madeira que só dá despesa e não tem valor geoestratégico . Além do mais passavam a chamar-nos portugueses em vez de cubanos.
 
Rita Paes , Coimbra | 15/07/11 09:53
Realista, esta crise não tem nada a ver com o Sócrates? Quer dizer que quando ele nos endividou em 88 mil milhões de euros em seis anos, estava até no bom caminho, porque a Grécia e a Irlanda estavam piores e a Espanha e a Itália também não estavam grande coisa8? Este seu princípio foi o que seguiram alguns portugueses, que sem capacidade financeira suficiente compraram casas, carros e até barcos de recreio, porque os vizinhos ou os colegas também o fizeram. Ora, os membros do governo de Sócrates deviam saber que se estavam a endividar para além da capacidade de pagamento do país. Meu caro Realista, mesmo que Portugal pagasse juros à taxa zero, não conseguiríamos ver-nos livre desta dívida colossal em menos de tês ou quatro décadas, como muito bem referiu o Finantial Times. Não foi, por isso, o aumento da taxa de juros ou as agências de rating que puseram Portugal no fundo. Foi a incompetência e a insensatez de Sócrates que, ao aumentar para mais do dobro a nossa dívida pública, nos afundou. Não tenha nenhuma dúvida: a crise, a única crise que temos, é a dívida que temos e da qual não vamos ser capazes de sair, apesar de todos os sacrifícios. E, os principais responsáveis por esta dívida foram os governantes socialistas, especialmente José Sócrates.
 
Realista , Porto | 15/07/11 09:37
Artigo claro, simples e concreto. Apetece-me fazer a comparação com o discurso (porque foi um discurso) de ontem do MF.
Mas vamos ao que interessa. Diz o autor (e diz muita gente) que se a Grecia entrar em bail-out Portugal é arrastado. Porquê? Até 2013 nós estamos protegidos pelo guardachuva da troika, não precisamos dos tais "mercados" para nada. Em 2013 teremos que enfrentar os mercados. Mas se fizermos bem os trabalhos de casa em 2013 nós estaremos a par de outros paises europeus qur hoje ainda se consideram seguros. E uma solução conjunta tem que ser encontrada. Entretanto ha 2 outros paises que virão juntar-se ao cortejo : os EUA e o UK. Os chineses vão sair desta como os vencedores. Mas vencedores de quê? As imensas reservas deles estão em dolares e em euros e eles não vão querer sair chamuscados. Logo terão tambem que colaborar. AINDA HA QUEM DUVIDE QUE ESTA CRISE É EUROPEIA E GLOBAL E NÃO TEM NADA A VER COM SOCRATES? HA UMA PALAVRA QUE RESOLVE 80% DOS PROBLEMAS ACTUAIS. ESSA PALAVRA É : EUROBONDS.
 
Rita Paes , Coimbra | 15/07/11 08:53
O melhor era vendermos os Açores aos Estados Unidos por 200 mil milhões de euros. Ganhavam os americanos que passavam a ter uma base naval no meio do Atlântico; ganhavam os açoreanos que passavam a ter um nível de vida melhor; e ganhavam os portugueses que pagavam integralmente a sua dívida e ainda sobravam 30 mil milhões de euros. A seguir a esta operação deviam realizar-se eleições legislativas antecipadas, dando-se uma nova oportunidade a Sócrates, o homem que emocionou os portugueses no momento da sua despedida. Os socialistas chegaram mesmo a deitar baba e ranho, onde, nomeadamente, vimos a estridente e revolucionária Ana Gomes emocionada e de punho erguido, a chorar a partida do querido Sócrates. Portanto, elegendo os portugueses de novo Sócrates, logo todos beneficiariamos de grandes festas onde se gastariam os 30 mil milhões dados pelos americanos. E, depois, toda a gente receberia subsídios, os boys do PS voltariam às empresas públicas, os empreiteiros e os membros do governo encheriam os bolsos novamente, o processo de endividamento socialista recomeçaria e o povo viveria alegre e contente para todo o sempre. Amen.
 
LOPES CARLOS , Bélgica | 15/07/11 06:36
1. Como sempre um Artigo claro e com alternativas claras.
2. Na vida real , o cenário "grego" com mais hipóteses é a redução dos juros, com alargamento do prazo e com um significativo corte de cabelo ( hair cut). Mas, vários Estados Europeus ( não é só a Alemanha) querem que a banca privada e os investidores AJUDEM os Contribuintes a pagar a "festa". Por enquanto, não vejo um entusiasmo generalizado pelas "eurobonds", por parte daqueles Estados que teriam de pagar juros mais elevados, devido aos erros dos outros Estados.
3. Portugal tem de cumprir o Acordo durante algum tempo ( até Março 2012 ? ) , fazendo algumas REFORMAS essenciais. Depois, quando tiver "trabalho de casa" para mostrar na Europa então deve pedir para reformatar algumas condições ( juros, prazos, e mais algumas coisinhas ). Não utilizemos os outros como desculpa. Façamos o que tem mesmo de ser feito . Serenamente. Somos um Povo com muitos séculos de História e já vencemos muitas e graves crises !
 
César Palmieri Martins Barbosa , Rio de Janeiro | 15/07/11 03:05
II- Em seu artigo "A Grécia e nós", Daniel Amaral compara as situações de Portugal e Grégia diante da crise da zona do euro. Todavia existe uma grande diferença entre Portugal e a Grécia e a maior parte dos outros dezesseis países da zona do euro: Portugal foi o criador e colonizador do Mundo Português. O que chamamos de Portugal é a Matriz deste Mundo. É o Portugal Continental, ou Portugal Europeu; mas há ainda o Portugal Americano (Brasil), o Portugal Africano (Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique), O Portugal Atlântico ( Açores e Madeira) e o Portugal Asiático (Timor Leste), para ficarmos apenas nas regiões que permanecem soberanas. Em caso da crise da zona do euro terminar em colapso total do euro, Portugal pode seguir seu destino só, com as suas atuais regiões autônomas, ou se unir federativamente com um ou mais países do Mundo Português, que, se acaso conseguirem manter suas moedas existindo após à grave crise econômica mundial diante de uma eventual bancarrota do euro, permitiria a Portugal substituir o euro por uma outra moeda, como por exemplo o real, do Brasil, de forma imediata, na velocidade da informática para os meios eletrônicos, e em horas para o papel moeda, contando com a estrutura do Banco Central do Brasil e do Tesouro Nacional do Brasil para honrar os compromissos de folha de pagamento e demais encargos em dia, o que para a Grécia é um sonho irrealizável. Como se nota, não há comparação entre a Grécia e Portugal. Todavia, o futuro imaginado de hoje é uma especulação de diversos cenários tão distintos que, creio, não é possível prever o que é mais provável vir a ocorrer.

 
O César Palmieri Martins Barbosa , Rio de Janeiro | 15/07/11 01:50
Em seu artigo "A Grécia e nós", Daniel Amaral compara as situações de Portugal e Grégia diante da crise da zona do euro, concluindo que o colapso da Grécia pode determinar o mesmo destino para Portugal, independentemente do que façam os portugueses. A questão é a consciência que o todos, mesmo a Alemanha, estão sujeitos às mesmas vulnerabilidades que asolam a zona do euro e a existência do euro encontra-se em questionamento. Afalta de decisão é a pior das decisões. Peca-se por ação ou por omissão, como Pilatos, que lavou as mãos. O destino da zona do euro e do euro já se encontra decidido pela falta de decisão, e a Alemanha decidiu não decidir, ou seja, a reunião dos lideres europeus para eventualmente decidir ou não decidir o caso da Grécia, e por consequência de todo o euro, só será, ou não será, na próxima semana, mas não nesta. Coincidência demais deixa de ser coincidência, e a reincidência na omissão torna-se uma ação afirmativa no sentido do destino estabelecido. É momento de pensar o que fazer após o fim do euro, pois não é possível que os alemães já não tenham tomado uma decisão antes de não tomar essa decisão de nada decidir nesta semana tão decisiva com as crises da Itália e da Espanha a tudo ameaçar acabar.

blabla , | 15/07/11 01:32
Sr. Viriato esqueça tal coisa.
Nós o ESTE vamos ser literalmente engolidos pela China e pelo seu comunismo capitalista por incrível que nos pareça.
Aliás foi um plano estrategicamente solido e repare na invasão pacifica e subtil do mercado Chinês por todo os quatro cantos do mundo e a vinda do seu povo a reboque
Alias para a China o que interessa é escoar o seu produto barato e quanto mais necessitados houver ou remediados melhor.
O capital verdadeiro desse nome está apenas em 5% da população mundial, entre eles estam os chineses,
E por incrível que nos pareça o resto está tudo ao mesmo nível e se tiver que cair cairá.
um conselho tente mudar se conseguir alguns conceitos economizas e politicos.

 
Viriato , | 15/07/11 01:19
Ainda não compreenderam? Com a globalização o mercado comum é cada vez menor, portanto é necessário empurrar alguns países dessa esfera de protecção de mercado, reservando para os maiores possibilidades de crescimento e concorrência a partir da absorção (deglutir) de outros países de menor dimensão. Assim a Europa ficará um pouco mais forte face à concorrência asiática. Este processo designa-se em economia por concentração.
 
blabla , | 15/07/11 01:00
Nós a Grécia e o resto do mundo neste momento não temos poder para fazer frente ao país do sol nascente que não tardará muito tem o seu yuan na ribalta
Esperaram anos mas parece me que estam a conseguir o que provavelmente e de forma subtil planearam décadas
Todos desvalorizaram o conhecimento adquirido durante séculos e séculos de história e uma prostração do seu povo em relação aos seus chefes.
 
Anónimo , | 15/07/11 00:31
Get a haircut and get a real job!
 
 « IMPERADOR , GUARDA | 15/07/11 00:27
Como é que não heide estar com insónias acabei de ler o artigo em cima "A Grécia e nós"?.
 
José M R Alves , Ermesinde | 15/07/11 00:14
Habituei-me a ler os seus textos não só no DE como em tempos noutros jornais.
Os meus parabéns por todos os seus trabalhos elucidativos.
publicado por ooraculo às 15:53
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