Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

O peso da dívida

Falemos verdade. De acordo com as últimas projecções disponíveis, o défice orçamental português vai cair cerca de seis pontos para os 3% do PIB entre 2010 e 2013. Mas, no mesmo período, se assumirmos como válidos a recessão do biénio 2011-12 e o ligeiro crescimento do ano seguinte, a dívida pública dará um salto de mais seis pontos para os 107% do PIB, algo como €187 mil milhões (vide gráficos abaixo). Como é que vamos lidar com isto?

Partamos de 2013 e admitamos um equilíbrio entre as receitas e as despesas primárias, o que tem implícito um défice igual ao custo da dívida. Se, por hipótese, a taxa de juro média for de 5% ao ano, o PIB nominal terá de crescer à mesma taxa para que a dívida relativa se mantenha constante. O que significa um PIB real à volta de 3%. Alguém acredita nisso? Eu também não. Então tomem nota: com este cenário, a dívida vai continuar a subir.

Para que a dívida face ao PIB diminua terá de haver um excedente orçamental, ou seja, um saldo primário positivo e tanto maior quanto mais rápida se desejar a correcção. Fixemo-lo em 3% do PIB. Como o orçamento já está muito espremido, o impacto deste excedente na procura interna será de tal ordem que o mais provável é uma nova recessão. Dito de outro modo: o que ganhamos num lado perdemos no outro e o descontrolo da dívida mantém-se.

Mas atenção! O ponto de partida é uma dívida de 107% do PIB. E eu dou por adquirido que, mais ano menos ano, vamos ter de regressar aos 60% que eram o objectivo inicial. Um corte de 47 pontos! Numa hipotética correcção a 10 anos, teremos quase cinco pontos por ano até 2023, uma loucura. Enfim, esta dívida terá de ser reestruturada, ponto final. E neste conceito de reestruturação incluo três indicadores: montantes, prazos e taxas de juro.

Uma nota sobre a Grécia. No último triénio, o PIB grego caiu 10%, o desemprego saltou para os 15% da população activa e a dívida pública ultrapassou os 150% do PIB. É um quadro dramático e sem retorno. Donde a reestruturação desta dívida é inevitável e apenas se aguarda pelo momento mais oportuno. É que o problema não está apenas em quem reestrutura; está também em quem é reestruturado - e aqui há bancos franceses e alemães. A Grécia é um plano inclinado a caminho do abismo.

Dúvida no horizonte: e o euro?

 

CONTAS PÚBLICAS

 

Défices anómalos...

 (% do PIB)

...dívida ingerível

(% do PIB)

   

 No final do ano 2000, parecíamos um país normal: o défice não chegava aos 3% e a dívida estava nos 50%, ambos em percentagem do PIB. Dez anos depois, era a loucura generalizada: o défice fora multiplicado por três e a dívida multiplicada por dois - uma situação ingerível. Agora é a ‘troika' que nos obriga a fazer o caminho inverso: os 3% de défice já em 2013, os 50-60% de dívida lá para 2023. É pegar ou largar...

Fontes: 'Troika', Comissão Europeia.

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Daniel Amaral, Economista
d.amaral@netcabo.pt

 

 

 

Comentários (5)

alberto , | 28/05/11 12:17
Concordo com a análise, mas é preciso dizer igualmente que a dívida soberana portuguesa de pelo menos 120% do PIB hoje, já tem uma dimensão tal que não poderá também ser paga sem ser através de uma reestruturação da mesma. Daí à saída do euro pode ser um passo (depende ) e se assim for estaremos perante um desastre para o país de dimensão brutal ( talvez o maior empobrecimento súbito da história de Portugal ) e com consequências hoje imprevisíveis. E querem fazer crer que não há culpados? Advogo um movimento de cidadãos que forçe o próximo parlamento a analisar a possibilidade de criar condições para criminalizar o actual governo ( não é o único culpado, evidentemente ) mas permitiu que um PM megalómano e mentiroso levasse o apís à bancarrota, a este auxílio externo desajustado das necessidades do país - que tem que crescer e naõ entrar em recessão - 750 000 desempregados etc.etc
 
C. Vieira , Boston, USA | 27/05/11 14:22
Bom artigo.
, | 27/05/11 11:35
Vemos agora que é muito fácil e rápido destruir uma economia o mais díficil será voltar a colocar isto nos eixos. Temos trabalho e sacrifícios para muitos anos.
lucklucky , | 27/05/11 11:00
Caloteiros sem vergonha!
Mas também é bom para os mercados saberem que não se empresta dinheiro aos países da propaganda falsa do "crescimento, o emprego e a equidade social"
Vivem da Divida - Défice do Estado é 20% - e vão deixar de viver da Dívida
Ou seja vão ter menos dinheiro.

2DR , | 27/05/11 10:23
Como diz o comentador, olhem para a Grécia. Depois de 1 ano com o memorando e a Troika, os resultados não foram atingidos - ainda q tenha havido uma séria redução do défice em quase 6 pontos. O reverso foi exactamente o q se predizia há um ano, quando foi assinado o contrato, q a divida relativa ao PIB iria aumentar até os 150-160% (encontra-se agora a 146%).
Juntando a isto a (previsivel) contracção económica, mais medidas de aumento de impostos não são claramente a solução. Infelizmente, o Governo, depois de ter feito um "bom trabalho" até Dezembro de 2010, desde o início do ano q nenhuma outra medida, as de fundo, as de reforma estrutural, foram aplicadas, levando às reacções dos mercados, FMI, U.E., dos Indignados. Só os sindicalistas, os comunistas e os de extrema-esquerda continuam com o mesmo disco, cada um com as suas razões...
Por favor, Portugal, portugueses, vejam o q está a acontecer na outra ponta da Europa....

 

publicado por ooraculo às 17:18
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

A frente externa

O Banco de Portugal começou por estudar o modelo no plano teórico, o PSD gostou do que viu e quer aplicá-lo na prática e o Presidente da República entendeu ser este o melhor momento de partidarizar o debate. Bem-vindos ao reino da competitividade: será ou não vantajoso baixar a Taxa Social Única (TSU), tendo como contrapartida o aumento de impostos sobre o consumo e, através disso, a neutralidade do défice orçamental e da dívida pública?

Admitamos que ainda tínhamos moeda própria. Uma desvalorização desta moeda teria como consequência o embaratecimento das exportações e o encarecimento d as importações, de que resultaria um duplo benefício para as contas externas. Mas a inflação também disparava, levando à queda dos salários reais. Como não dispomos de moeda própria, e é imperioso melhorar a competitividade, resta-nos procurar medidas que tenham um efeito equivalente.

As medidas equivalentes mais óbvias são duas: baixar os salários e, na medida do possível, encarecer as importações. O que nos levaria a uma situação em tudo análoga à anterior. Mas prevalece uma questão psicológica muito difícil de superar: na versão anterior, a ilusão monetária disfarçaria a queda dos salários reais; nesta versão, não há disfarce possível e o corte salarial teria de ser objectivamente assumido. Onde estão os valentes?

A dificuldade de resposta tem levado a generalidade dos analistas a defender a redução da TSU, compensada com o aumento de impostos sobre o consumo. E eu reconheço que, aos olhos do público, essa é a solução que passa mais facilmente. Mas não é a melhor. A redução dos salários "apenas" penaliza os trabalhadores; já o aumento de impostos acaba por penalizar toda a gente - trabalhadores, desempregados e pensionistas. Não me parece justo.

Acresce que, mesmo aceitando como boa a redução da TSU, compensá-la através do aumento do IVA também não é a melhor solução. O IVA é um imposto cego, que penaliza ricos e pobres de igual maneira. Seria então preferível escolher o IRS, que sempre protege os mais pobres. Dito isto, confesso a minha perplexidade pela forma como este assunto está a ser debatido. Afinal, queremos ou não baixar a TSU? E, se sim, em quantos pontos? Calculados em termos desta taxa e ou em percentagem do PIB?

Esta guerra PS-PSD é deprimente.

 

OS DESEQUILÍBRIOS

 

Do comércio global...

 (% do PIB)

 ..ao défice externo

(% do PIB)

 

É verdade que, nos últimos anos, o desequilíbrio externo tem melhorado um pouco. E é mesmo provável que, em 2011, venha a melhorar ainda mais. Mas nada disto invalida o facto de, por razões de competitividade, nos termos endividado na ordem externa muito para além do que o bom senso recomendaria. Agora não temos alternativa: é mesmo necessário arrepiar caminho, e a descida da TSU parece uma boa solução.
Fonte: Banco de Portugal.

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Daniel Amaral, Economista
d.amaral@netcabo.pt

 

 

Comentários (4)

Roubalheira xuxialista , | 22/05/11 21:37

Leiam a denúncia de Francisco Louçã nesta edição do DE online: Mais 10 mil milhões de Euros (10 000 000 000,00 de Euros) que Sócrates ofereceu de bandeja e clandestinamente SÓ NAS ÚLTIMAS SEMANAS aos grandes empreiteiros controlados por empresas espanholas, francesas e alemãs.
vg , | 21/05/11 16:58
Ó sr Amaral já leu o "memorando" da troika ,ou só dá palpites?Um pouco de rigor..
aquihagato , Porto | 21/05/11 12:12
Com ou sem descida da TSU, e mexendo ou não no IVA, o que me parece claro é que este Governo do PS é parte do problema, e nunca poderá ser parte da solução. Temos que enfrentar a realidade que se nos apresenta sem tibiezas ou falsas esperanças. José Sócrates é absolutamente incapaz de o fazer.
LOPES CARLOS , Bélgica | 20/05/11 06:34
1. Face ao Memorando da troika , e seja qual for o novo governo , a redução do TSU , conjugada com o aumento da taxa do IVA , poderá ter alguns resultados concretos se se conseguir moderação salarial ( num Pais com tão fracos salarios) e se se conseguirem preços mais baixos que permitam aumentar a competirtividade externa.
2. Face à nossa devida externa liquida negativa, face aos compromissos a curto prazo e aos efeitos cumulativos a suportar é muito provavel já em 2012 ter de pedir redução dos juros, ou pedir ampliação dos prazos. Mais tarde, se abordará o hair cut.
3. Aqueles que vos escondem os sacrificios que estão a chegar, nomeadamente um brutal DESEMPREGO ESTRUTURAL , não são parte da solução.
publicado por ooraculo às 15:50
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

A 'troika' ao espelho

Uma sondagem da Universidade Católica resumia as opiniões dos eleitores nestes termos: este Governo do PS não presta, mas se fosse outro de qualquer outro partido não faria melhor.

Olha-se para os principais líderes partidários, o do PS e do PSD, e percebe-se porquê: Sócrates vive num mundo só dele e acha que ninguém o entende; Passos teve o mundo a seus pés e deixou-o fugir. Estão bem um para o outro. Mas os portugueses mereciam mais.

O memorando de entendimento da ‘troika' é um hino à eficiência operacional. Tudo nele é simples, claro e rigoroso: em apenas 34 folhas A4, ficamos a saber os objectivos, as políticas e os ‘timings' de execução; e também sabemos que, ao primeiro incumprimento, o fluxo do dinheiro parou.

Notável! Entre nós, os programas de governo costumam medir-se por centenas de páginas, enroladas em música celestial que ninguém tem pachorra para ler.

O que ainda resta de 2011 é gerível, mas o biénio 2012-13 vai ser de uma enorme violência. O objectivo aponta para uma recuperação de 5,1 pontos do PIB, distribuídos por menos despesas (3,4) e mais receitas (1,7), algo como €8.650 milhões. Não consigo imaginar um cenário destes. Ou, se quiserem, imagino que as famílias portuguesas vão ser espremidas até ao tutano. Teria sido preferível uma consolidação mais lenta. Foi assim, ponto final.

Mas é o desemprego que sobretudo me preocupa. Já sabíamos que, no final de 2010, estavam desempregadas 619 mil pessoas, 11% da população activa. Admite-se agora que, com a recessão económica e as novas liberalizações previstas, venham a ser despedidas pelo menos mais 100 mil, elevando aquela taxa para uns perigosíssimos 13%, que presumo no limite da ruptura social. À atenção do novo Governo: quando se estica demasiado, a corda parte...

Encarado numa perspectiva política, este é um programa de direita: flexibilização das leis laborais, aposta forte nas privatizações, defesa do sector privado enquanto motor do crescimento. O social pode esperar. Mas não creio que estivesse nas intenções da ‘troika' privilegiar quem quer que fosse. O alvo é nacional e não partidário e, face ao estado calamitoso em que nos encontramos, a solução teria de passar por um tratamento de choque. Esta é uma excelente proposta técnica.

Estarão os políticos à altura?

 

O FUTURO IMEDIATO

 

Da crise económica...

(Variação (%))

 ...ao drama social

(Desemprego (% pa))

   

 

Depois de uma ligeira retoma em 2010, o que hoje se antevê é uma nova recessão nos dois anos seguintes; e depois um crescimento lento. O mundo laboral não resiste: com o emprego em queda desde 2009, e 619 mil desempregados no final 2010, admite-se que venham a ser destruídos mais 100 mil postos de trabalho até 2013, elevando a taxa de desemprego para o dobro da sua taxa natural. É uma situação explosiva...

 

Fontes: Governo, Banco de Portugal.

 

d.amaral@netcabbo.pt

 

 

 

Comentários (2)

 

 
LOPES CARLOS , Bruxelas | 13/05/11 07:41
1. Um artigo sério dum Autor Sério.
2. O discurso "oficioso" dos ultimos anos foi sempre sempre atrás da realidade e a rábula do " pede /não pede" AJUDA EXTERNA foi tragico-cómica.
3. O Memorando de Entendimento, sem tradução oficial em PORTUGUÊS e pouco explicado em horario nobre nas TVs generalistas, é um texto enxuto que prevê medidas concretas , calendarizadas e monitorizadas.
4. Agora, implementar NO TERRENO certas medidas ,que foram tentadas sem qualquer exito no passado ,é deveras dificil !
5. Contra as fantasias propaladas , o FMI até tem juros relativamente baixos e
cuida do crescimento e a Sra Merkel paga a fatia grande do emprestimo.
6. A conjugação da quebra do crescimento, do aumento do desemprego, da subida da inflação e do conjunto de aumentos de tarifas e preços e IMPOSTOS ( vg, IMI) vai criar uma situação social e financeira explosiva.
7. A partir de 2012 , o numero de vozes que apelarão à restruturação da dívida aumentará. QUO VADIS, PORTUGAL ?
C.Vieira , Boston, USA | 13/05/11 02:36
A realidade e desagradavel mas e realidade ... bom artigo!

 

publicado por ooraculo às 18:16
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011

O preço do dinheiro

A ameaça já vinha de longe e concretizou-se no mês passado. O Banco Central Europeu decidiu aumentar em 0,25 pontos a principal taxa de juro de refinanciamento, elevando-a para 1,25% e sugerindo que poderá vir a fazer mais aumentos até ao final deste ano. Razão invocada: a taxa de inflação, que atingiu 2,8% em Abril, bem acima do "à volta de 2% sem exceder este valor" que lhe serve de referência. Mas será que foi esta a razão verdadeira?

Em primeiro lugar, é preciso saber se a subida de preços é sustentável ou apenas pontual. Dito de outro modo: há que distinguir a inflação registada da inflação subjacente (‘core inflation'), que exclui dos cálculos os produtos energéticos e os produtos alimentares não transformados, por natureza expostos a choques temporários. Ora o que os números revelam é que, nas economias avançadas, esta inflação subjacente tem andado à volta de 1%.

Acresce que o PIB da Zona euro, que caiu 4,1% em 2009 e apenas recuperou um pouco em 2010, deverá continuar a crescer abaixo dos 2% pelo menos até 2012. Mais: de acordo com um estudo recente da OCDE, a economia europeia está a operar 3,5% abaixo do seu potencial, o que sugere uma tendência para a baixa de preços e não o contrário. Pretender que esta é uma economia sobreaquecida que ameaça inflação é um cenário que não convence ninguém.
A juntar a tudo isto está a actual taxa de desemprego (10%), que excede a taxa de desemprego natural a que teoricamente corresponde a estabilização dos preços. O que nos leva a idêntica conclusão: a tendência é para que os preços baixem. É por isso que a subida das taxas de juro se revela quase criminosa. Factor sintomático: nos EUA, que têm uma inflação semelhante, o FED acaba de manter a sua taxa de referência na vizinhança de zero.

Porquê então esta atitude do BCE? Porque há um país onde este modelo não encaixa: a Alemanha. O PIB alemão cresceu 3,5% em 2010, o mais alto da Zona euro; a sua taxa de desemprego é de 7,1%, a mais baixa da última década; e a inflação actual excede os famosos 2% que se têm como limite. Enfim, talvez a subida de juros aqui se justifique... Chegámos ao cerne da questão: num universo de 17 países, fará sentido beneficiar um deles quando com isso se prejudicam todos os outros?
A palavra à senhora Merkel.

____

Daniel Amaral, economista

d.amaral@netcabo.pt

 

 

Comentários (6)


 

Leitor , | 06/05/11 19:53
Leiam o artigo do Daniel Gros publicado hoje no Diário Económico para ver se se entende de uma vez por todas o problema do país.
Fernando , | 06/05/11 16:03
Realista, le Von Mises and Rothbard e vais ver onde o modelo Keynesiano nao e bem o "melhor"...
Realista , Porto | 06/05/11 12:58
Eu costumo consultar com alguma frequencia a blogosfera inglesa sobre temas económicos. Como se sabe, os ingleses são maioritariamente neoliberais, eurocepticos e apoiantes dos americanos. Ora bem, começo a ler muita gente a prever um desastre na economia americana e do dolar. A emissão massiça de moeda para comprar dívida própria, o descontrole do defice e da dívida e a dificuldade da economia americana em arrancar, estão a levantar muitas dúvidas.
Como se sabe ha hoje em dia um debate / confronto entre as políticas americanas (Keynesianas, com juros baixos e forte investimento público) e as europeias, se quiserem alemãs (com o controle da inflação acima de tudo, juros alrtos, controle dos defices, mesmo com taxas de desemprego elevadas).
Eu sou pro-Keynesiano, anti Merkel, anti BCE e (sobretudo) anti neoliberal.
Mas eu já não sei nada. Se calhar o dolar vai acabar, finalmente, por dar um estouro e o euro vai, como a tal ave, renascer das cinzas. A VIDA NÃO VAI PARA AQUELES QUE VIVEM DAS PREVISÕES ECONÓMICAS.
Reqalista , Porto | 06/05/11 12:45
Teste
Nabucodonosor , | 06/05/11 06:06
É a 3ª vez que este regime vai ao fundo, pedindo assistencia ao FMI e congéneres. De que é que os militares estão à espera para fazer o que é preciso?
j ferreira , gaia | 06/05/11 01:11
A subida da taxa de juro é inevitável, qualquer governo da EU que não tenha descontado esta subida, adormeceu no tempo.
A Europa está velha e gorda e como se não basta-se está também muito individualista entre os seus estados. As importações para o espaço europeu não estão a ser devidamente protegidas.
Os impostos entre os seus membros estão desfasados entre estados do norte e sul, assim como todos os vencimentos salariais entre todos os estados.
Temos um banco europeu mas não temos uma constituição única, o tratado de Lisboa está ultrapassado.
E a cereja deste bolo é as fronteiras linguísticas que são inultrapassáveis
publicado por ooraculo às 18:31
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