Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

O duo maravilha

As recentes projecções da Comissão Europeia permitiram corrigir um sentimento de que todos suspeitávamos: esta recessão vai ser mais profunda do que se dizia. E talvez isto ajude a perceber as "negociações" entre o Governo e o PS, visando a abstenção deste na votação do próximo orçamento. Miguel Relvas era só sorrisos, disponibilidades, façam o favor de opinar. E Seguro caiu como um patinho: entregou o voto e ficou a chuchar no dedo.

Partamos do PIB de 2008, quando a crise começou, e atribuamos-lhe o valor de 100. A acreditar nestas projecções, em 2012 teremos apenas 94. É o ciclo mais negro de que há memória em Portugal. Na sua origem, dois fenómenos de sinal contrário: primeiro, o colapso da procura interna, que caiu a pique; depois, a procura externa, que atenuou o desastre. Sucede que, com a crise da Zona Euro, o efeito exportação está prestes a extinguir-se.

Com o colapso da economia, o emprego só poderia ser o que é, um filme de terror. Números do INE referentes ao terceiro trimestre de 2011 apontavam para 690 mil desempregados, 12,4% da população activa, com a população jovem a atingir a taxa arrepiante de 30%. E a proposta de OE-2012 confirma e amplia esta tragédia, ao elevar aquele número para 727 mil, 13,4% da população activa, no final de 2012. Isto já não é um país, é um manicómio.

Mas o pior ainda está para vir. A evolução recente do investimento e a rigidez das leis laborais sugerem a ideia de que a nossa estrutura produtiva estará subutilizada. E, se assim for, é de presumir que o desemprego venha a agravar-se ainda mais. É aqui que entra o Governo: primeiro, recusa o salário mínimo de 500 euros a que se comprometera com os parceiros sociais; depois, responde com cortes no subsídio de desemprego ao aumento do número de desempregados. É um cenário de loucos.

Como é que tudo isto foi possível? Quem comanda este processo? A resposta está no duo maravilha, a ‘troika' e o Governo, a fome e a vontade de comer. Um defende a austeridade? O outro multiplica a austeridade por três. Um ataca os pensionistas e o sector público? O outro manda acrescentar o sector privado. Sempre juntinhos, aliados, felizes. Daí que não me surpreendam os elogios que a ‘troika' faz ao Governo. Eles estão bem um para o outro: privilegiam os números e ignoram as pessoas.

É o grau zero do Estado Social.

 

ROLETA RUSSA

 

Produção em queda...

(PIB real, 2006=100)

 ...desemprego em alta

(Desemprego, % pa)

   

Em seis anos, o PIB da Zona Euro cresce uns míseros 3%; em Portugal regride 4% e na Grécia 12%: ficamos a meio caminho entre os extremos. Em seis anos, o desemprego na Zona Euro sobe 1,6 pontos; em Portugal sobe 5,9 e na Grécia 9,5 pontos: uma vez mais, ficamos a meio caminho entre os extremos. Claro que Portugal não é a Grécia. Mas também em nada se assemelha à média europeia. Para que lado vamos cair?

Fonte: Comissão Europeia.

___

Daniel Amaral, Economista
d.amaral@netcabo.pt

 

 

Comentários:

 

  LOPES CARLOS , Bélgica | 25/11/11 11:04
1. Num País que ensandeceu, o Sr. Dr. Daniel Amaral revela-se um das poucas vozes que merece respeito e credebilidade.
2. Desde 2/2/2006 , TODOS sabiam qual o papel e o impacto que o DESEMPREGO DE LONGA DURAçÃO e as MEDIDAS EXOTICAS no reajustamento estrutural.
3. O Estado mais injusto na repartição de rendimentos na UE-27 ( PORTUGAL) vai ter uma recessão severa e afastar-se mais das médias europeias.
4. A partir de agora, com a classificação negativa da nossa divida soberana , acabaram-se os paninhos quentes e as medidas clássicas. O Rubicão foi atravessado !

 
Ricardo A.F. , Porto - PORTUGAL | 25/11/11 10:16
Sócrates (grande aldrabão que agora fugiu), Passos Coelho, Cavaco, Soares, Mexia, Salgado, Seguro, Portas, Jardim, Constâncio, Gaspar, maçons, autonomistas, regionalistas, banqueiros e pseudo-empresários "tuguinhas", federalistas europeus, iberistas, lacaios dos directórios estrangeiros, toda essa gente não passa de eskumalha sem um pingo de coragem e de sentido de Estado e de patriotismo!
Portugal tem de sair rapidamente, de forma ordeira e pelo seu pé da Zona Euro, seus ASNOS! Ficámos sem soberania em troca de quê? Se continuarmos assim, vamos resvalar para uma sociedade empobrecida, totalitária, manipulada, miserável.
O Euro falhou, amigos. Foi um embuste para um país como Portugal.
 

MMXI , Lisboa | 25/11/11 01:29
PORTUGAL SÓ SE SAFA SE SAIR DA UE E DO EURO, JÁ!!!!!!!!!!!!!
 
 
publicado por ooraculo às 17:12
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011

Loucos à solta

Aqueles que têm por hábito acompanhar os debates televisivos, invariavelmente sobre a crise, já devem ter reparado que os comentadores de serviço coincidem em regra neste ponto: a solução para os nossos problemas está no crescimento económico. Já é mais raro ver os moderadores a fazer a pergunta seguinte: e como é que isso se faz? Eis o drama português: todos temos as soluções, mas ninguém sabe como aplicá-las. O tema merece reflexão.

Partamos de 2010 e projectemos o final de 2012. A queda acumulada do produto deverá ser da ordem dos 4,6%. Mas, se isolarmos a procura interna, consumo e investimento, assumindo como neutro o valor das exportações líquidas, a recessão atinge o valor arrepiante de 11,4%. Não me recordo de alguma vez isto ter acontecido. E, o que é pior, tudo indica que as projecções estarão subavaliadas. Para o abismo só nos falta o passo em frente.

A procura externa, que se mede pela diferença entre exportações e importações, atenua depois o desastre, ao apontar para um aumento acumulado de 6,8%. É da diferença entre estas variações de sinal contrário que se obtém aquela recessão de 4,6%. Mas fica uma dúvida: sendo a Zona Euro o destino privilegiado das nossas exportações, e com a maioria destes países em crise profunda, qual é o segredo para exportar tanto e importar tão pouco?

Uma medida francamente positiva foi a do novo presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, ao reduzir em 0,25 pontos a sua taxa de referência. O efeito será benéfico em todos os domínios. E não me venham com o argumento de que, ao adoptar-se essa medida, a inflação pode subir e o euro desvalorizar-se. Não parece que seja grave. Aliás, num certo sentido, até teríamos vantagens: melhorávamos a competitividade e subíamos o PIB nominal.

Agora a resposta à pergunta que ficou lá atrás: com este orçamento é impossível crescer. Não vale a pena iludirmo-nos. Mas a culpa nem será do Governo, porque foi a ‘troika' que no-lo impôs. Quando muito poderá tentar renegociá-lo, se isso ainda for possível. Entretanto, alguém se lembrou de dividir a Zona Euro entre bons e maus, ricos e pobres, inteligentes e mentecaptos. Objectivo: expulsar os intrusos, que só chateiam. A que Otelo acrescentou: a resposta pode ser um golpe militar.

Andam loucos à solta.

 

O ESTADO DA ECONOMIA

 

Colapso de um lado...

(Procura interna, 2006=100)

...esperança do outro

(Procura externa, 2006=100)

   

Com a procura interna não podemos contar: para além da queda abrupta dos dois consumos, o investimento bate no fundo do poço. Já na procura externa a aposta é enorme: além de um acréscimo substancial nas exportações, admite-se um grande recuo nas importações. Mas fica uma dúvida insanável: com toda a Europa em crise, como é que isso é possível?
Fontes: Banco de Portugal, OE-2012

 

Daniel Amaral, Economista
d.amaral@netcabo.pt

 


Comentários:

 
  Fernando , | 18/11/11 15:24
Na minha modesta opiniao, o problema da economia mundial e':
1 - Sistema monetario baseado em fiat money, dinheiro-papel criado por bancos centrais a partir do nada. O dinehiro-papel e' apenas conveniente para o poder politico, pois pode gastar a vontade, mesmo o que nao tenha, porque quando acabar faz-se mais;
2 - Banda frac.cionaria - Do mesmo modo, os bancos criam credito a partir do nada. A economia nao tem de POUPAR dinheiro para investir, como deveria ser. O investimento deve sempre vir de poupancas, de surpluses, de individuos ou empresas. Dinheiro criado a partir do nada so provoca inflaccao que e' em si um imposto e prejudica quem poupa.
3 - Tirar o Estado da direccao da economia. A economia e' um sistema dinamico, onde interveem bilioes de seres humanos com as suas proprias vontades, objectivos e receios. Quando se admitir que nao sao burocratas sentados nos bancos centrais e que acham que fazem uns calculos e sabem quanto e que devem ser as taxas de juros, que devem dirigir

Realista , Porto | 18/11/11 11:21
Reparo que o meu´comentário foi censurado. Quem decide os cortes, o autor ou o jornal? Os neolibs agora falam muito na necessidade de aumentar as exportações e, para isso, aumentar a productividade. Eu penso que se devia pensar primeiro na redução das importações. Até porque algumas são mesmo escandalosas. Por exemplo importamos centenas de milhões em pescado, quando temos a costa e a zona maritima exclusiva que temos. Importamos centenas de milhoes em produtos agrícolas quando, pelo menos em productos horticulas e fruitas até devíamos ser exportadores. Depois....não exageremos: a economia tambem depende e muito do consumo interno. Não o matemos.

joão Ramos , Sintra | 18/11/11 10:35
Sem se reduzirem os preços do dinheiro (banca), da electricidade, dos combustiveis e das telecomunicações para valores abaixo da média desses preços nos países nossos PRINCIPAIS CONCORRENTES, para além da redução dos custos com o Estado, não podemos pensar em desenvolvimento sustentado.

Fernando Pereira , Porto | 18/11/11 10:08
JÁ AGORA, UMA DAS SOLUÇÕES QUE SERVE PARA AUMENTAR O NOSSO CRESCIMENTO... BARRAGEM DO ALQUEVA "Construída para garantir a existência de uma reserva estratégica de água e secundariamente para produzir electricidade e possibilitar a rega agrícola, esta gigantesca barragem criou o maior lago artificial da Europa... O início de vida do maior lago artificial da Europa foi a 8 de Fevereiro de 2002 quando as comportas da barragem foram encerradas." JÁ PASSARAM 9 ANOS DESDE QUE FECHARAM AS COMPORTAS, AS EXPECTATIVAS QUE OS POLITICOS NOS CRIARAM COM O ALQUEVA...

QED , Lisboa | 18/11/11 10:01
Muito estranhos, estes quadros.... e estes números. No ano passado, segundo o INE, Portugal Importou 57 mil milhões e exportou 36, o que deu um défice de quase 21 mil milhões (números corrigidos). Este ano, até Setembro, importámos 43,8 mil milhões e exportámos 31,3. E, destes, importámos 31,7 da UE e exportámos para lá 23,4. OU SEJA, o TOTAL das nossas exportações NÃO CHEGA para cobrir as IMPORTAÇÕES da UE!!! Como é que é possível, ENTÃO, que os quadros mostrem linhas quase paralelas e prevejam a INVERSÃO da tendência??? O que a realidade diz é que há quebra TANTO da procura interna como das exportações, e que as importações AUMENTARAM!!!

Fernando Pereira , Porto | 18/11/11 09:40
Entretanto, alguém se lembrou de dividir a Zona Euro entre bons e maus, ricos e pobres, inteligentes e mentecaptos. Objectivo: expulsar os intrusos, que só chateiam. A que Otelo acrescentou: a resposta pode ser um golpe militar."
EU ACRESCENTO, SE NADA FOR FEITO PARA MUDAR ESTA SITUAÇÃO E CONTINUARMOS NESTE CAMINHO, RELEMBRO AQUI A DECLARAÇÃO QUE FEZ ALMEIDA SANTOS HÁ ANOS SOBRE A GUERRA EM ANGOLA E QUE, NA ALTURA, CHOCOU OS JORNALISTAS: "Angola está condenada a que a guerra dure até que um dos contendores vença o outro". TODOS SABEMOS O QUE ACONTECEU... POR ISSO CHAMEM GUERRA, GOLPE DE MILITAR... É SÓ SOMAREM 2+2=.....
publicado por ooraculo às 17:56
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Um barril de pólvora

É público. Como o Governo não conseguia cumprir o défice que a ‘troika’ lhe impusera para 2011, da ordem dos €10 mil milhões, 5,9% do PIB, teve de recorrer a medidas extraordinárias. E o que é que ele fez? Primeiro, aumentou a generalidade dos impostos. Depois, como isso não chegava, foi à procura de mais fundos de pensões. E bateu à porta da banca. Nada que outros não tivessem feito antes dele. Mas alguém se lembrou dos pensionistas?

Com esta medida, a Segurança Social recebe os milhões dos fundos a troco do pagamento das pensões de reforma aos trabalhadores envolvidos. E, a essa luz, o modelo não difere muito da negociação de um empréstimo. Mas há uma diferença substancial: nos empréstimos, o devedor tem como regra respeitar os compromissos assumidos; nas pensões de reforma, o Estado pode sempre desculpar-se com uma crise qualquer. Os pensionistas que se cuidem.

A tudo isto acresce o problema da estrutura demográfica. A população portuguesa estabilizou um pouco acima dos 10 milhões de pessoas, incluindo nesse número o crescimento natural e os fluxos migratórios. Mas a esperança média de vida, sempre a subir, alterou por completo esta estrutura, ao deslocar o epicentro para o lado dos mais velhos. Conclusão: a relação entre idosos e activos, hoje da ordem dos 27%, deverá subir para 58% em 2050.

É a esta luz que deveremos analisar as contas da Segurança Social. De acordo com as actuais projecções, as despesas com pensões do regime contributivo só têm cobertura assegurada até 2030, altura a partir da qual as contas entram no vermelho. É verdade que ainda existe um fundo de emergência. Mas, com as dificuldades que se avizinham, o mais provável é que este fundo venha a servir um dia destes para tapar um buraco qualquer. E depois?

A situação é muito grave e pode transformar-se num barril de pólvora. Imaginemo-nos em 2030, quando o Subsistema Previdencial terá entrado em ruptura, o Fundo de Estabilização provavelmente já não existe e os pensionistas integram a geração que está hoje nos 45-65 anos, acrescida dos actuais reformados que entretanto sobrevivam. A relação entre idosos e activos andará então pelos 40%. Estão a ver estes trabalhadores no activo a desviar 40% do seu salário para pagar as pensões dos avós?

Coitados dos nossos netos.

 

SEGURANÇA SOCIAL

 

Dos contributos

(Subsistema, % PIB)

 ...ao fundo de socorro

(FEFSS*, % PIB)

   

Tomando como referência apenas o Subsistema Previdencial, as pensões de reforma entram em ruptura por volta de 2030. Mas o modelo prevê que, nessa altura, entre em funcionamento o Fundo de Estabilização, hoje da ordem dos €9,7 mil milhões, 5,8% do PIB, o que permite pagar as pensões até para lá de 2050. Isto se, entretanto, os futuros governos não o desviarem para outros fins. Alguém acredita nisso?

 

Fonte: Proposta de OE-2012.

 

Daniel Amaral, Economista

d.amaral@netcabo.pt

publicado por ooraculo às 17:48
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Depois da Grécia

A Europa lá conseguiu que os privados aceitassem perdas de 50% da dívida grega, o que a Grécia quer agora referendar. Está tudo doido. Mas este é um bom pretexto para reflectir sobre a dívida portuguesa, onde a palavra "reestruturação" é hoje tabu. Num esforço de simplificação, vou assumir o seguinte para o final de 2012: a dívida pública é igual ao PIB; o saldo primário é nulo; e a taxa de juro implícita é 5% ao ano. Como sair daqui?

Seja então Dívida=PIB=100 e projectemos 2013. Como a taxa de juro implícita é igual a 5%, a dívida sobe para 105. E, para que o peso relativo se mantenha, é preciso que o PIB nominal também suba 5%. Mas o BCE insiste em limitar a inflação a 2%, o que significa que o PIB real teria de crescer 3%, um cenário irrealista. Então, para que a dívida relativa não aumente, terá de haver excedentes orçamentais. E nunca mais saímos da recessão.

Ao problema da dívida, que terá de ser reduzida não se sabe como, junta-se o problema do financiamento. Em 2013 vamos ter de financiar duas parcelas: a dívida vincenda nesse ano e que terá de ser substituída e o défice de 2012 que acresce à dívida global. Agora imaginem-nos no mercado a negociar este pacote: não é óbvio que não nos financiam, porque somos "lixo", ou que apenas o farão a taxas proibitivas? E lá teremos de pedir ajuda...

Quem diz ajuda diz ‘troika', e já estou a ver o sorrisinho deles a apontar-nos a solução: do que nós precisamos é de mais austeridade e, no limite, de trazer a dívida face ao PIB para os 60%, como mandavam as regras que nós furámos ao entrar no euro. Admitamos que nos dão 20 anos para fazer isso: serão dois pontos do PIB em cada ano, algo como €3,4 mil milhões a preços de hoje, uma loucura. Cortamos onde? Vivemos como? A fazer o quê?

Tenho uma ideia. Peguemos na nossa dívida, de €170 mil milhões, e dividamo-la em duas partes: uma de 40% e outra de 60%. Os 40% ficarão congelados num veículo qualquer durante 20 anos. Os 60% serão geridos pelo nosso ministro das Finanças, com a incumbência de jamais os ultrapassar. Os credores daqueles 40% não assumirão contabilisticamente quaisquer perdas, mas também não receberão quaisquer juros. E, depois, em 2032, logo se vê. Ponto de honra: nunca chamar a isto uma reestruturação!

Agora rezem: Ave-maria, cheia de graça...

 

NÓS E OS OUTROS

 

Saldos negativos...

(Saldo orçamental, % PIB)

...acrescem à dívida

(Dívida pública, % PIB)

   

 Os pressupostos de adesão à moeda única eram muito claros: o défice orçamental e a divida pública face ao PIB não poderiam exceder 3% e 60%, respectivamente. Mas, uma vez no clube, o incumprimento passou a ser regra e ninguém se incomodou. No caso português, o défice chegou aos 10% em 2009 e a dívida aos 100% em 2011. E a Zona Euro no seu conjunto não se portou muito melhor. De que estavam à espera?

Fontes: OE-2012, Eurostat.

____

Daniel Amaral, Economista
d.amaral@netcabo.pt

 

Comentários:

 

 

 JR , Alcobaça | 04/11/11 16:55
Em princípio concordo com o autor,como aliàs com quase todos os seus artigos,mas terà pernas para andar?

Jakim dos Ossos , | 04/11/11 12:56
Há alguma lei no universo que nos impeça de ter excedente primário?
O Estado não pode é viver acima das possibilidades da economia que o suporta, o resto é conversa de político!

atipiku , maia - porto | 04/11/11 11:24
Gabo a lucidez deste articulista neste artigo, como é habitual, aliás. Esta é a solução. É este o caminho, para que nos possamos continuar a considerar HONRADOS. Não podemos perder a HONRA. Mas para isso, tem que existir um caminho possível, sem que tal signifique facilitismo/laxismo. Caro Sr. Ministro das Finanças. P.F. amadureça esta ideia!

Realista , Porto | 04/11/11 09:18
A tese do autor está obviamente correcta, mas....incompleta. Falta acrescentar que este problema da dívida é comum à maioria dos paises da zona euro, aos EUA e ao UK. Então não estamos sós. E a solução não está apenas nas nossas mãos e terá que ser uma solução global ou, pelo menos, mais global. ATÉ QUE UMA SOLUÇÃO GLOBAL SEJA ENCONTRADA DEVEMOS COMER A SOPINHA TODA E PORTARMO_NOS BEM. NADA DE MEDIDAS BRUTAIS COMO A DE CORTAR OS 2 SUBDIDIOS APENAS A METADE DA POPULAÇÃO. Vamos estar unidos, ser pacientes e aguardar. Reparem que os gregos (e a Grecia é o exemplo a evitar) não estão propriamente contra o euro ou mesmo a Alemanha. Estão sobretudo contra os seus políticos, pela estupidez e facciosismo que têm demonstrado.

LOPES CARLOS , Bélgica | 04/11/11 06:55
1. Excelente Artigo dum Excelente Autor !
2. Os anos de 2012 e 2013 vão ser duros. Mas, 2014 vai ser pior, a não ser que que surja um evento extraordinario, da categoria dos Milagres .
3. Se se fizerem "diagnosticos" às contas de certas Camaras Municipais e de certas Empresas Publicas , como se fêz à Madeira, os numeros agravam-se. Para, não falar dos suaves " riscos orçamentais".
4. A justiça é retratada pelos casos Isaltino Morais , Padre Frederico,Casa Pia,Cabeça roubada no I. M. Legal de Lisboa e tantos tantos outros que nunca mais acabam. Perante a indiferença de TODOS ! Sem justiça "normal" não subsiste Estado de Direito e sem este não funciona uma verdadeira Democracia.
5. Sem Economia, sem Finanças e sem Justiça para onde vamos ??
publicado por ooraculo às 17:39
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
13
14
15

16
17
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.posts recentes

. Regresso ao futuro

. Passos perdidos

. 2013: A vertigem

. O Estado "social"

. O declínio da Europa

. Chover no molhado

. O Estado vampiro

. A escapatória

. OE/2013: a ruptura

. Um país destroçado

.arquivos

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

blogs SAPO

.subscrever feeds