Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

2011: o ano dos horrores

Eu sei que ainda falta uma semana, mas o balanço já está feito: este ano da graça de 2011 foi um daqueles anos que todos preferiríamos não tivesse acontecido.

 

Este foi o ano em que um Governo minoritário do PS levou o país à bancarrota. O primeiro mandato de Sócrates até correra benzinho. Foram feitas várias reformas, houve um crescimento razoável e até os défices orçamentais estavam minimamente controlados. Mas a crise de 2008 estragou tudo. De tal modo que, sendo uma crise que ainda nem sequer acabou, já se sabe que é a mais grave dos últimos 80 anos. E, no segundo mandato, Sócrates fez o que fazem em regra os políticos no lugar dele: primeiro, o aumento salarial oportunista para ganhar eleições; depois, a despesa nem sempre sensata para estimular a economia. Falhou, como falharam tantos outros em condições semelhantes. E acabou por cair sem glória, de mão estendida à ajuda internacional: o país, politicamente independente, passava a país economicamente gerido do exterior.

 

Este foi o ano em que um Governo maioritário do PSD-PP partiu de uma situação de bancarrota para uma bancarrota ainda maior. Consumada a ajuda externa, foi escolhido um tutor: deram-lhe o nome de ‘troika', representativa da Comissão Europeia, do BCE e do FMI. Esta ‘troika' começou por sugerir um memorando de entendimento e depois definiu as regras. Tudo bem, é o normal nestes casos. O pior veio a seguir. É que aquelas regras, de uma violência inaudita, tinham com alvo um objectivo assassino: primeiro, uma austeridade sem limites; depois, uma actividade económica condenada à asfixia. E o Governo ajoelhou: não só aceitava tudo como ainda se propunha ir além do que a própria ‘troika exigia. Foi o fim. Hoje a economia está num farrapo, a dívida é ainda maior do que era antes e não se vislumbra sequer uma luzinha lá ao fundo deste túnel maldito.

 

Este foi o ano em que mais se agravaram as injustiças sociais. Até aqui, tínhamos por hábito medir as desigualdades através da distribuição dos rendimentos e do limiar da pobreza. E ninguém encontrava motivos para festejar: a relação entre os 20% de rendimentos mais altos e os 20% de rendimentos mais baixos era da ordem de 6, lá bem no fundo da escala dos países da Zona Euro; e o nosso limiar da pobreza, definido como 60% da mediana da distribuição de rendimentos, era ocupado por cerca de 20% da população. Mas eis que o Governo achou por bem lançar mais achas para a fogueira. Na sua ânsia incontida de obter fundos para financiar o défice, seleccionou como vítimas os funcionários públicos e os pensionistas e deixou de fora o resto da população. Este Governo ensandeceu.

 

Este foi o ano em que o Estado social bateu no fundo. Tenho à minha frente as últimas estimativas de 2011 e as últimas previsões de 2012 da Comissão Europeia e o resultado acumulado é desolador. O PIB deverá cair 5%, fundamentalmente porque o investimento parou. O emprego deverá cair 2,5% e elevar a taxa de desemprego para 13,6% da população activa, cerca de 700 mil desempregados. Os custos salariais unitários vão cair 2,2%. A dívida pública, interna e externa, deverá subir para os 111% do PIB, contra os 93% do ano anterior. E, para não destoar, também a dívida externa, pública e privada, deverá atingir um valor semelhante. Esqueçam demagogias balofas: não me recordo de um quadro de tal modo caótico como este que o Governo hoje nos apresenta.

 

Este foi o ano em que o Orçamento do Estado começou e acabou numa mentira. Partamos de um valor estimado de 170.000 milhões de euros para o PIB de 2011. A julgar pelas declarações recentes do ministro das Finanças, o défice deste ano deverá rondar os 4% do PIB, ou seja, 6.800 milhões de euros. Mas, não fora a absorção pelo Governo dos fundos de pensões da Banca, aquele défice subiria para os 12.800 milhões de euros, 7,5% do PIB, o seu valor verdadeiro. Isto já depois das medidas impiedosas do Governo, que levaram ao corte de metade do subsídio de Natal e a um aumento indiscriminado de impostos. Passo por cima da apropriação indevida daqueles fundos, de uma enorme crueldade para os pensionistas, e situo-me nos valores que de facto contam: este é um dos piores desempenhos de que há memória entre nós.

 

Este foi o ano em que um dos partidos que mais endividara o país viu um dos seus deputados afirmar que se estava "marimbando" para essa dívida. Mais: ele, jovem deputado do PS, até dispunha de uma verdadeira bomba atómica para amedrontar os credores: a ameaça de não pagar! "As pernas dos banqueiros ficariam logo a tremer". Como seria de esperar, o PCP e o Bloco embandeiraram em arco (ah valente!), ao mesmo tempo que o PS, e algumas das suas figuras de proa, preferiram assobiar para o lado. Depois, o feito correu mundo, entre a estupefacção e a chacota, arrastando na lama a imagem de Portugal. Foi um episódio muito triste.

 

Este foi o ano em que, num país tão carente de Educação, o Governo mandou a Educação às malvas e sugeriu aos professores que emigrassem. A ideia nasceu, fez o seu caminho e continua viva. Primeiro, foi o secretário de Estado da Juventude a apalpar o terreno: a geração "casinha dos pais" deveria deixar a sua "zona de conforto" e ir à vidinha por esse mundo, porque na terra em que nasceram ninguém os quer. Depois, foi o primeiro-ministro, dirigindo-se aos adultos e em particular aos professores desempregados: "querendo manter-se como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa". Por último, foi um ex-candidato a líder do PSD a fechar o círculo: bom, bom mesmo, seria criar uma espécie de "agência migratória" capaz de pôr todos estes gajos daqui para fora. Ao menos poupava-se nos subsídios... Mensagem a estas cabecinhas tontas: comparem a produtividade portuguesa com a da média europeia e tentem responder a esta pergunta - que parte da diferença está associada às falhas na Educação?

 

Este foi o ano em que o Governo projectou para o ano seguinte um Orçamento do Estado ainda mais mentiroso do que o anterior. As contas são fáceis de fazer. Retomando os 170.000 milhões de euros de valor do PIB estimado para 2011, parece hoje evidente que o PIB de 2012 vai ser inferior, que mais não seja porque a queda em volume vai exceder o deflator do produto. E, sendo assim, se excluirmos as almofadas entretanto criadas, que envolveram aumentos impiedosos de impostos e cortes brutais nos salários e nas pensões, as receitas vão ser mais baixas e as despesas no mínimo iguais - o mesmo é dizer que o défice de 2012 vai exceder os 7,5% do PIB atingido em 2011. Sucede que as referidas almofadas, apesar da sua enorme violência, não chegam, nem de longe, para trazer aqueles 7,5% do PIB para os 4,5% que a ‘troika' exigiu. Ou seja, hoje temos já como certo que este Governo vai falhar. E o Governo continua, teimosamente, estupidamente, a mentir.

 

Este foi o ano em que senti vergonha do meu país.

 

Daniel Amaral, Economista d.amaral@netcabo.pt

publicado por ooraculo às 16:41
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

A regra de ouro

A solução não foi proposta; foi apresentada como facto consumado. A estranha figura híbrida que dá pelo nome de “Mercozy” chamou à mesa os seus súbditos e explicou-lhes a ideia: para salvar o euro, a Europa e o mundo são necessárias mais medidas de austeridade e este princípio deve ser inscrito na Constituição. Os presentes, excepção feita ao tonto do inglês, entreolharam-se, avaliaram-se e renderam-se: "Ámen". O mundo estava salvo.

A partir daqui, tudo o que se diga é irrelevante. Os meus leitores podem virar a página. Mas, ainda assim, se optarem por ficar, sempre lhes direi que estou de acordo com a imposição de medidas de austeridade. A loucura despesista a que sucessivos governos nos conduziram, e que hoje quase nos asfixia, não nos deixava alternativa. E a minha preocupação é de mero bom senso: não quero que o remédio para a cura acabe por matar o doente.

Já no que se refere à inscrição do défice e da dívida na Constituição, sou contra. Primeiro, porque isso não é necessário nem tem importância que o justifique. Se vierem a impor-nos limites, uma de duas: ou cumprimos ou não cumprimos; e, se não cumprirmos, sujeitamo-nos às devidas penalizações. Depois, porque a medida é inconsequente: já imaginaram quantos princípios estão na actual Constituição e nós desrespeitamos todos os dias?

Acresce que o défice e a dívida não são geridos da mesma maneira. Quando pensamos em dívida, pensamos em algo estrutural: fixado um limite, nunca mais na vida o poderemos exceder. Já o saldo orçamental deverá articular-se com a conjuntura: se o PIB está abaixo do potencial, o normal é que haja défices, para que a despesa "a mais" sirva de estímulo à economia; se o PIB está acima do potencial, devemos apostar em excedentes, criando assim almofadas para suportar os anos menos bons.

Termino com uma proposta de reestruturação da dívida, a partir dos cerca de 110% do PIB no final de 2012. Dividamo-la em duas partes, 60% + 50%: a dívida normal, no valor de 60% do PIB, seria gerida através dos orçamentos de modo a nunca exceder este valor; e a dívida especial, no valor de 50% do PIB, seria amortizada em 20 anos, através de prestações anuais crescentes e uma taxa de juro simbólica ou mesmo nula. Donde os dispêndios médios anuais seriam superiores €4.000 milhões.

Mais é impossível.

 

OS ANOS DA DÍVIDA

 

Imprudência em 10...

(% PIB)

 Correcção em 20*

(% PIB)

   

*Simulação do autor.

As regras sempre foram muito claras: a dívida pública face ao PIB nunca poderia exceder os 60%. Mas, em apenas 10 anos, vamos passar para cerca de 110%. A política seguida foi de uma irresponsabilidade total. Agora é preciso corrigir tudo, em ambiente de penúria e de sanções. O que aqui se propõe é a correcção possível: primeiro, isolar e limitar os 60%; depois, amortizar os outros 50% ao longo de 20 anos.

Fonte: Eurostat.
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Daniel Amaral, Economista
d.amaral@netcabo.pt

 

publicado por ooraculo às 17:09
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

Ligado à máquina

Relato sucinto de uma cimeira "decisiva": introduziu-se uma regra de ouro para travar os desvarios orçamentais; antecipou-se para Julho de 2012 a entrada em vigor do Mecanismo Europeu de Estabilidade, com o valor de €500 mil milhões; considerou-se que o perdão à Grécia foi um caso isolado; coarctou-se um envolvimento mais activo por parte do BCE; e achou-se por bem não falar sequer de ‘eurobonds'. A montanha pariu um rato. E então?

Então é assim. O défice estrutural de qualquer país não poderá exceder 0,5% do PIB, salvo se esse país tiver uma dívida inferior a 60% do PIB. Em qualquer dos casos, um défice acima dos 3% implicará sempre a aplicação de sanções. Aliás, esta regra deverá ser introduzida nos respectivos ordenamentos jurídicos, seja ao nível constitucional ou outro equivalente. E se os países recusarem? Não sei. Penso que a ideia é expulsá-los do clube.

Mas a atitude inqualificável da Alemanha, ao impedir que se discutissem as ‘eurobonds', é ainda mais grave, pois não se imagina como é que o euro sobrevive sem este instrumento dissuasor dos mercados. Ou, pelo menos, como sobrevive na sua composição actual. É que os alvos já não são apenas a Grécia, a Irlanda e Portugal; são também a Itália, a Espanha, talvez a França. Quando estes países precisarem de financiar-se, o que é que sucede?

Os participantes na cimeira foram céleres a impor medidas que ninguém pediu: mais austeridade e maior controlo orçamental. Mas não tiveram uma palavra para aquilo que todos desejavam: crescimento económico e criação de emprego. Ponham-se na pele dos países em dificuldades: como a dívida relevante se mede em percentagem do PIB, se este desce a dívida sobe, mesmo que não suba em termos absolutos. Não acham espantoso que, no meio de tantos sábios, nem um só dissesse que o rei vai nu?

Agora imaginem Portugal no final de 2012: recessão profunda, contas deficitárias e uma dívida já bem acima dos 100% do PIB. Acham que alguém nos vai financiar o défice de 2012 mais a parte da dívida que se vence em 2013? É óbvio que não. O que deixa o país ligado à máquina: o prognóstico é reservado e o desenlace pode ocorrer a qualquer momento. Nessa altura, os passivos continuarão em euros e os activos serão convertidos em escudos e depois objecto de uma profunda desvalorização.

É um cenário trágico.

 

O COLAPSO EUROPEU

 

 Da recessão...

(PIB real, variação %)

...ao endividamento

(Dívida pública, % PIB)

   

 Ao perspectivar-se o desempenho económico em 2012, conclui-se que o da Alemanha é sofrível, o da Zona Euro é mau e o de Portugal é péssimo: é o barco a afundar-se. E, no que toca a dívidas acumuladas, ninguém cumpre o limite de 60% do PIB a que todos se comprometeram. Que autoridade tem a Alemanha para impor aos outros o que ela não faz? Por que razão privilegiamos o acessório em detrimento do essencial?

Fonte: Eurostat. 
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Daniel Amaral, Economista
d.amaral@netcabo.pt

 

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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Chover no molhado

Admitamos que, por um qualquer milagre do Além, a senhora Merkel acorda um dia destes bem-disposta e aceita o que o bom senso há muito sugere: o BCE cria as condições para poder emitir moeda; os títulos de dívida nacionais são substituídos por ‘eurobonds’; e, para evitar a chantagem dos mercados, o mesmo BCE decide comprar todos os títulos que estejam sob pressão. Provavelmente a calma voltaria. Sendo assim, de que estamos à espera?

Visto o problema do lado dos países endividados, é óbvio que a emissão de ‘eurobonds' cairia como sopa no mel. A análise dos mercados passaria a incidir sobre apenas uma moeda, o euro, e não sobre tantas quantos os países emissores. Mas subsistem dois problemas: primeiro, a taxa de juro média subia, o que a Alemanha sempre rejeitou; depois, alguns países tenderiam a "aliviar" as reformas estruturais, o que não é desejável para ninguém.

Havendo ‘eurobonds' terá de haver um BCE com capacidade para emitir a moeda que for necessária para calar as agências de ‘rating'. Nada que hoje em dia já não se verifique em países como os Estados Unidos, a Inglaterra ou o Canadá. Mas atenção! Isto só faz sentido no curto prazo. Ou estaríamos a arriscar um processo inflacionista idêntico ao que se vive nalguns países africanos, em que é preciso um saco de notas para comprar um pão.

Agora a má notícia. Um processo destes pressupõe solidariedade dos países ricos, que teriam de passar a financiar-se a taxas de juro mais altas. E não é crível que o fizessem sem algum sacrifício dos países beneficiários, o que envolveria contrapartidas como a união fiscal e, por reflexo, alguma perda de soberania interna. A solidariedade paga-se com responsabilidade. Veja-se o caso português: os défices e as dívidas teriam de submeter-se à "ratificação" de um qualquer centro europeu.

É aqui que tudo se complica. Como reagir a esta "intervenção" estrangeira? Deixem-me adivinhar: o PSD e o CDS achariam muito bem; o PCP e o Bloco diriam que nos vendemos aos alemães; e o PS... que diria o PS? Não sei. Mas sei uma coisa bem mais importante: se estas forem as regras e nós as rejeitarmos, resta-nos o regressar ao escudo, em nome da independência nacional. Enfim, talvez a resposta esteja na cimeira que hoje decorre e que, desta vez, poderá ser mesmo decisiva. Receio o pior.

Chove em Lisboa.

 

OS ENDIVIDADOS

Défices incontroláveis...

(Saldo orçamental, % PIB)

...Dívidas explosivas

(Dívida pública, % PIB)

   

Se exceptuarmos os primeiros anos da Irlanda, a história do desempenho dos três países intervencionados em questões do défice e da dívida pública é um desastre total. E, malgrado o esforço que todos eles estão a fazer para corrigir a situação, não se vê como é que as suas dívidas alguma vez poderão ser pagas. Ainda assim, há uma diferença abissal entre a Grécia, por um lado, e a Irlanda e Portugal, por outro.

Fonte: Eurostat.

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Daniel Amaral, Economista
d.amaral@netcabo.pt

 

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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Regresso às aulas

Questionado sobre a opinião de um gestor de empresas, no quadro da última greve geral, o líder da CGTP, Carvalho da Silva, reagiu deste modo: “[Ele] é licenciado em gestão e marketing. Eu acho que o deviam levar à universidade e retirar-lhe o diploma. Porque há uma coisa que está demonstrada até à exaustão: o aumento das horas de trabalho não aumenta a produtividade". Será mesmo assim? Eis um tema interessante, que vale a pena debater.

Consideremos a produtividade/hora de um empregado e atribuamos-lhe o valor de ‘x', para um horário de trabalho de 8 horas por dia. Se, em determinada altura, o horário passar para 9 horas por dia, o que é que acontece? Presumivelmente, a produtividade/hora mantém-se. Mas se formos acrescentando sucessivamente mais horas, o mais provável é que a média vá diminuindo, que mais não seja por cansaço. A produtividade marginal é decrescente.

Passemos agora ao conceito de produtividade/pessoa, continuando a atribuir o valor de ‘x' a cada hora das 8 horas de trabalho por dia. Se, em determinada altura, o horário for acrescido de uma hora, parece claro que a produtividade/pessoa aumenta, passando de 8x para 9x em cada dia. Aliás, aumentará tanto mais quanto mais horas de trabalho houver. E só não será assim a partir do momento em que a hora adicional tenha produtividade nula.

Quando Carvalho da Silva diz que "o aumento das horas de trabalho não aumenta a produtividade", atenção! Depende do conceito escolhido! E o da produtividade/pessoa é bem mais importante. Agora as estatísticas. Produtividade/hora, com EUA igual a 100: a Europa produz 85 e Portugal 49. Produtividade/pessoa, com EUA igual a 100: a Europa produz 75 e Portugal de 54. Conclusões a reter: na Europa trabalha-se menos do que na América; em Portugal trabalha-se mais do que em qualquer das duas.

Com isto chegamos à famosa meia hora que o Governo tanto insiste em acrescer ao actual horário de trabalho. As comparações atrás mencionadas não deixam dúvidas: a produtividade/hora é tendencialmente decrescente e a produtividade/pessoa já tem horas a mais. Ou seja, se queremos mesmo aumentar a produtividade, o alvo não deve estar nos trabalhadores mas nas empresas que os contrataram. Dito de outro modo: precisamos de mais investimento e de melhor organização. Já tinham pensado nisso?

Esta lição é de borla.

 

QUE PRODUTIVIDADE?

 

Dos índices por hora...(Produt./hora, UE=100)  ...aos índices por pessoa (Produt./pessoa, UE=100)
   

Há dois conceitos de produtividade, por hora e por pessoa, e em qualquer deles Portugal está a uma distância abissal das médias dos Estados Unidos e da Zona Euro. Mas há um elemento a ter em conta: a distância por pessoa é menor do que a distância por hora, o que significa que em média trabalhamos mais horas do que os outros. O mal não está nos trabalhadores mas nas empresas, que precisam de investir mais e melhor.
Fonte: Eurostat.

 

Daniel Amaral, Economista
d.amaral@netcabo.pt

 

publicado por ooraculo às 17:51
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